Antes era o verbo, depois fez-se o Mundo e nele, os vários povos constituíram Nações, que se organizaram em Países e estes evoluíram, criaram uma Ordem Mundial, baseada na ONU, para garantirem entre eles a paz, a harmonia e o melhor bem possível entre todos.

Essa Velha Ordem Mundial apoia/va a Democracia, a Liberdade, a Independência e Soberania dos vários Países, os Direitos e Garantias Fundamentais dos seus povos e  indivíduos, o Direito Internacional, a ONU, etc…  enfim, toda uma panóplia imensa de utopias em valores, princípios, leis, convenções, organizações, tribunais e muito mais… tudo para cumprir os objectivos que justificaram a sua criação :- servir a paz e a felicidade dos povos no Mundo e prevenir a sua exploração e subordinação a terceiros povos, mais poderosos e menos escrupulosos.

Todo este arsenal jurídico e normativo das relações internacionais entre todos os Países existentes, foi discutido, acordado e escriturado no âmbito da ONU, e de outras Organizações e Convenções várias, mas hoje, pese embora tudo isto estar em vigor, afinal não há paz, há insegurança, instabilidade, catástrofes bíblicas e variadas, guerras e/ou ameaças de guerras iminentes por todo o lado, (Irão, Israel, Palestina, Yemen, Síria, Iraque, Líbia, Afeganistão, Ucrânia, Mar do Sul da China, fronteira Sino Indiana, fronteira da Caxemira Indo Paquistanesa, Congo, República Centro Africana, Mali, Sudão, Níger, etc, etc..), não há harmonia política, nem global e nem regional, não há justiças internacionais quase nenhumas, se algumas, nem igualdades mínimas sociais por esse mundo fora, nem bem estar geral, nem felicidades, há fomes e mortes apocalípticas por guerras, carências e doenças várias e há exploração do homem pelo homem, chantagens  e subordinação forçadas de muitos povos a outros povos, mais dominantes e/ou poderosos.

Estabeleceu-se há muito o Caos, cinicamente dito controlado, intencionalmente, para alicerçar a criação duma Nova Ordem Mundial, a dos Bilderberg´s/ as elites globalistas, projectada há mais de dois séculos, agora em fase final  de instalação.

Imaginar hoje que um qualquer País pode ser Independente ou Soberano, ou que pode viver em Democracia sem interferências externas é uma utopia total;  há apenas dois ou três Países que se podem dar a esse luxo, talvez apenas um, os restantes, por uma ou outra razão, têm dependências várias de terceiros Países e, em particular, do mais poderoso País do Mundo jamais existente, os EUA, detentor este duma hegemonia global, que assumiram após o  colapso da URSS, no princípio dos anos 90.

A hegemonia mundial dos EUA poderia e deveria ser positiva, caso fosse exercida para o Bem geral da Humanidade e, se tivesse, como sua 1ª preocupação real, fazer e manter a paz e a harmonia mundiais, realizar a justiça política, financeira, económica, social e humana globais, caso cultivasse a verdade e o respeito rigoroso por todos os  valores, princípios, leis, direito internacional, instituições internacionais, etc.… já listados, sem tudo perverter e ou corromper, por egoísmo e para seu proveito próprio (o das suas elites globalistas, que não do seu povo), como acontece na realidade (real politik), embora a “realidade mediática”, a virtual, a da correcção política, diga o seu inverso.

Naturalmente e, como contraponto desta unipolaridade hegemónica e global dos EUA, nestes últimos anos, temos estado a assistir à emergência  duma nova Rússia e China, cada vez mais fortes a cada dia que passa, assumindo-se já como potências regionais, que os EUA não podem ignorar, até porque, a Rússia e a China, desenvolveram e consolidaram entre si uma parceria política geoestratégia, compreensiva e extensiva, profunda, robusta e pró activa em várias frentes, que  procuram criar um equilíbrio de poder global multipolar com os EUA, tendo como objectivos, declarados continuamente, o cumprimento e o respeito do Direito Internacional, da Carta da ONU, convenções, acordos, etc… para que estes passem de novo a ser normativos da vida real da comunidade internacional e não apenas meras letras mortas ou moribundas,  como são  hoje, desde há muito.

Esta parceria da Rússia e da China tem sido conduzida com muito bom senso e vai-se afirmando e credibilizando, apresentando já alguns resultados concretos, fazendo apenas uso intensivo da diplomacia a sério e séria, inteligente, feita com verdade, saber  e de boa fé… e às vezes, apoiada em formas de intervenção militar limitadas e ligeiras, para que o direito internacional e os direitos dos povos a resolverem os seus assuntos internos sem interferências externas, sejam cumpridos… como nos casos da Síria, da Coreia do Norte, da Ucrânia, Irão, da Venezuela e etc…  uns bem sucedidos e outros nem tanto.

A salvação física da humanidade e a sua felicidade dependem da forma como evoluir este diálogo geoestratégico que é intenso, permanente  e contínuo, entre os EUA de um lado e a Rússia e China do outro… e, neste jogo do gato (EUA) e do rato (China/Rússia), há vários cenários mundiais ou conflitos em curso, onde o impensável pode ocorrer a qualquer momento… como são a “agressão contínua”, em termos de retórica político militar e de concentração massiva de meios militares dos EUA / EU / NATO na fronteira da Rússia, e também contra a Coreia do Norte, Médio Oriente, Mar do Sul da China, Venezuela e África… e onde só a contenção, o bom senso e o sentido de sobrevivência da espécie humana de ambas as partes, mais do rato que do gato,  podem evitar que o pior ocorra.

Por outro lado, está em curso a implementação do projecto dos Bilderberg´s duma Nova Ordem Mundial (plasmado na Encíclica de Bento XVI “Caritas in Veritate”), com um Governo Único Mundial sediado na ONU, que tem como instrumentos de realização principais, os EUA/ EU/NATO/Vaticano, sob a suprema concepção e orientação das elites globalistas, donas do sistema económico financeiro e das corporações económicas mundiais,  e senhores dos Bilderberg´s.

O Mundo vive hoje, mais do que na Guerra Fria, à beira do precipício, porque o equilíbrio do terror então existente, baseado na garantia da destruição mútua nuclear, hoje já não existe, por ter sido  intencionalmente destruído pelos EUA, com a sua saída unilateral de vários acordos de controle de armas nucleares.

Estamos a assistir, curiosamente, à guerra quase total (menos a confrontação militar directa) dos EUA/ EU e NATO contra a Rússia, China e países amigos destes últimos… nas suas componentes de guerra político/ diplomática, financeiro/económica, informacional/propagandística ou mediática, cibernética, biológica, corrida aos armamentos e confrontos militares regionais do tipo “proxy wars”, “guerras híbridas”, etc…  com o uso de forças convencionais e mercenárias de ambas as partes (como os Grupos Terroristas no Médio Oriente tipo Al Qaeda, ISIS/DAESH, etc… e ou Mercenários convencionais tipo Blackwater, Greystone, etc…, na Síria, Ucrânia, Iraque, Afeganistão, etc…   e agora na Venezuela, etc ….

Todas estas múltiplas componentes da guerra moderna, estão há muito, plena e globalmente activas….  mas, as partes em conflito têm-nas sabido gerir a todas sem terem chegado ao confronto militar clássico directo… mas, até quando ?!  Será que tal nunca ocorrerá?

Penso ser mais provável que a guerra, na sua última fase de confronto militar directo clássico, possa ocorrer de facto, porque uma das partes quer que aconteça, mas quem sabe?! Talvez não…

Para complicar tudo isto surgiu agora uma nova incógnita, nesta equação da guerra global que se vive, a guerra biológica, ou pandémica, cujos efeitos neste sistema de confrontação geoestratégica mundial em curso, podem ser decisivos, mas ainda imprevisíveis.

Se acontecer, a guerra clássica, voltamos todos ao Verbo, como no princípio do Mundo, e seremos todos, ou quase todos, meras cinzas radioactivas.

Mas, algures no Mundo, há seres humanos já prevenidos, com abrigos totalmente guarnecidos e equipados para sobreviverem a tal catástrofe nuclear, dezenas de anos e até bem mais, e deles nascerá, provavelmente,  uma nova humanidade… curiosamente, de momento, os países mais procurados para o efeito, como portos de abrigo, pelos feitores de todas as guerras, as elites globalistas, têm sido a Austrália e Nova Zelândia.

Será o que Deus quiser, se é que quer alguma coisa… penso que Ele deu ao Homem livre arbítrio e liberdade absoluta, para se auto extinguir regularmente, mas será que desta vez, renascerá de novo das cinzas, feito nova Fénix?

 

Um Mangualdense

José Luiz da Costa Sousa