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E depois……. dos fogos _ por José Miguel Marques

E depois……. dos fogos

Mais uma vez, este ano de 2015, foi um ano negro para as florestas Portuguesas, exigiu um grande sacrifício aos Bombeiros e trouxe enormes prejuízos às populações que se viram, desapossadas dos seus bens.

Se, por um lado, se enaltece a bravura dos Bombeiros, a sua capacidade de lutar para salvar o que é dos outros, se conforta a população pelas suas perdas, raramente se sai de uma situação como a deste ano para uma verdadeira discussão sobre um planeamento das florestas e do ordenamento do território. O mais parecido que tivemos foi a alteração que permite plantar eucaliptos por todo o lado.

Sempre que há uma ano de grandes perdas por causa dos incêndios, logo se fala que é preciso, discutir, reflectir, agir, mas e depois de terminada a época de incêndios o que se faz? Habitualmente nada. 

Vai havendo acções de sensibilização para a limpeza das florestas e dos terrenos em redor das habitações, mas medidas concretas que impliquem que essa limpeza seja feita não são tomadas.

Nem o podem ser. Afinal o próprio Estado, responsável pela limpeza das matas nacionais, pelos terrenos adjacentes às estradas e auto-estradas não o faz em devido tempo essas limpezas.

Como pode então o Estado exigir se não dá o exemplo?

Pior, como pode o Estado fazer alguma coisa se só pensa no combate aos incêndios e não faz nada para prevenir em boa parte do seu território?

Como pode um Estado, que auxilia na desertificação do interior, cuja realidade promove por inacção e omissão de medidas e decisões, pretender que se possa pedir aos resistentes do interior do País que previnam tudo o que há de ser prevenido?

A verdade é que estamos já na fase final da época de incêndios e, estamos certos, que o valor orçamentado para o combate aos incêndios já estará gasto, ou em vias de se esgotar.

A verdade é que, por muito que se fale em politicas de florestas, não tem havido, e parece que não vai continuar a haver, uma politica real e efectiva do ordenamento de território (não nos podemos esquecer que a floresta é uma parte do território). Medidas e politicas avulsas ou para determinados sectores do território não só não resultam como fazem esgotar recursos de que o País precisa.

Devemos perguntar até quando esta situação se vai manter.

Acresce que as últimas notícias voltam a colocar o território Português em seca severa ou extrema em 80% da sua extensão.

Se pensarmos que isto não vai ter consequências a curto prazo podemos desenganarmo-nos, seremos todos afetados.

Para já siga a banda das campanhas eleitorais, que os fogos só são falados quando arde a floresta, começando a chover todos se esquecem.

O meu agradecimento aos Bombeiros.

Mídia

[no comment] Nearly 1,000 firefighters as well as six helicopters and three planes are battling forest fires raging in the north and centre of Portugal. In Mangualde, in Viseu district was still active a huge fire that broke out on was still active night in the village of Cubes, which led to interruption of of the Beira Alta railway line and the activation of the Municipal Emergency Plan due to the fire. Several homes were threatened.The wildfire is now under control. Nearly 80 per cent of the country's territory is considered to be in a severe drought, a situation that is likely to get worse in August, according to the Portuguese meteorological agency IPMA. Wildfires have destroyed in the last ten days more than 9.000 hectares of forest.

Posted by euronews on Terça-feira, 11 de agosto de 2015
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