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O Amor _ por Ana Beja

Ainda me lembro do meu primeiro bilhetede amor. Escrito num papel amarrotado, pautado e rasgado. Foi-me colocado em cima da minha mesa da escola primária e quando o abri (sem saber o que era) e li, corei da cabeça aos pés! Dizia: Queres namorar comigo? Sim ou Não.  

Senti-me eufórica e sem saber o que responder. Aliás, nem a quem responder, pois não estava assinado!  Fiquei quieta no meu lugar, guardei-o no bolso e quando tocou para o intervalo, li-a mais de 20 vezes! Mostrei às minhas colegas da escola e comecei a pensar quem teria sido o remetente daquele bilhete, que me fez corar e sentir algo que nunca tinha sentido antes!

Nos dias seguintes passei a ir para escola com muito mais entusiasmo! Era a primeira a chegar, andava mais sorridente, punha ganchos nos cabelos, ria-me por tudo e por nada. Até a tabuada e as contas de dividir pareciam fáceis! Não sabia bem o porquê, mas o que e certo é que algo tinha mudado em mim. E foi desde o dia em que recebi aquele bilhete. Simples. Direto. Sentido. Escrito com letra da primária. Redonda e perfeitinha. Esqueci-me de dizer que não tinha assinatura mas tinha um coração. Pequenino e bolachudo, no canto direito. 

É claro que mais tarde soube quem tinha sido o autor do pedido. Cheio de vergonha, disse-me que como nunca lhe tinha respondido não sabia se namorávamos ou não. Disse-lhe que se namorar era sermos amigos e brincarmos juntos, então já o éramos muito antes de ele me fazer o pedido. Sorriu, demos as mãos e lá fomos brincar, felizes e contentes.

Com o passar dos anos, fui-me apercebendo do que era o amor e das suas sensações... das borboletas na barriga, das pernas a tremer, das figuras parvas, do sorriso de orelha a orelha, da tragédia do amor adolescente e dos amores de verão. Do sentido das letras das canções no amor correspondido, do rasgar as cartas de coração despedaçado, enfim, tudo aquilo que faz parte do amor.

Com o tempo vamos amadurecendo e vemos que o amor não se divide, mas que se multiplica. Que não é o fim em si mesmo. Aprendemos a respeitá-lo e a dar-lhe a liberdade necessária para crescer e tornar-se sólido, pois não há amor sem liberdade. E quando tem bons alicerces quase nada o derrube. 

Encham o coração de amor. Hoje e sempre. E que este seja o mais simples possível, como o bilhete escrito com a letra da primária, ou como diz ZackMagieze, sem a obrigação de ser perfeito, pois no amor não precisamos de adereços nem fantasias, precisamos de senti-lo e torna-lo verdadeiro.

 

“Um amor simples

Feito café da manhã

Sem a obrigação

De ser perfeito

Confortável feito pijama

E com aquela humanidade

De quem acabou de levantar

Com fome de amar

Antes da rotina começar.”

             

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