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A culpa é sempre dos homens _ por Jorge Santos

A culpa é sempre dos homens

 

Sabemos que nos tempos que correm, o divórcio está cada vez mais em voga. E não querendo desvalorizar ou rebaixar a mulher neste papel, vou expressar em breves parágrafos o que acho sobre a atribuição de culpa no divórcio.

Em primeiro lugar, não me conformo com a falta auto raciocínio das pessoas da nossa sociedade, ou neste caso de algumas pessoas da nossa sociedade, quanto a determinados comentários infelizes, menos próprios ou próprios de inferiorização e rebaixamento do homem quando há o términus de uma relação conjugal, principalmente quando é acordado e consentido por ambos.

Em segundo lugar, fico estupefacto quando ouço pessoas a opinar publicamente sobre uma matéria que desconhecem ou que apenas conhecem uma versão, e que a fazem valer como facto adquirido.

Pois bem, na vivência e contacto ao longo da vida com familiares, amigos e até conhecidos que passam ou passaram por tal situação, ou até mesmo sabendo de antemão que alguém mais chegado se está a divorciar, e ao testemunhar todo o processo de separação e posteriormente de divórcio, tenho vindo a ouvir coisas como: “aposto que ele fez alguma coisa”, “de certeza que tem outra”, “portou-se mal certamente” e por aí fora.

 Além disso, ainda ouvi coisas do género: “agora vai ter de sair de casa”, “ela é que vai ficar com a casa”, “ele só tem é que sair de casa e deixar a casa para ela”.

Infelizmente não ouvi uma única pessoa a defendê-lo e colocar a hipótese de que teria sido ela a portar-se mal. Nem ouvi uma única pessoa colocar a hipótese de ser ele a ficar com a casa onde moram, nem que fosse pela hipotética hipótese de ter sido ele a comprar a casa e ela não querer lá ficar. Dúvidas que coloquei e às quais ouvi nada mais do que: “é sempre assim!”, no que diz respeito às hipotéticas traições e saídas de casa.

Pois é, meus amigos! Esta é a forma de pensar da maioria das pessoas, incluindo aquelas que até tiveram acesso a algum nível de formação e intelectualidade. Ou seja, quando uma relação acaba, o motivo principal: o homem é um “cabrão”. A relação acaba. Quem sai de casa? Eles, que as casas são para elas. Poucos colocam a hipótese de serem elas as “cabras”. Poucos colocam a hipótese de que podem ser as mulheres a provocar o final de uma relação. E quase ninguém coloca a hipótese da casa ser do homem e ser a mulher a abandonar a habitação. Ou simplesmente que a mulher queira sair, deixando a casa para o homem por não querer viver num sítio que foi de ambos.

Esta maneira de pensar faz com que ninguém acredite num homem quando este diz que a relação chegou ao fim por causa dos comportamentos da mulher. “Ela fazia-me a vida negra e não aguentei mais. Tive de colocar um ponto final nisto apesar de gostar muito dela”, é algo que um homem pode dizer. Sendo que a maior parte das respostas vão ser: “Se ela te fazia a vida negra é porque merecias. Se dizes que a culpa é dela estás a mentir.”

 É verdade que existem homens que são uns “cabrões” do pior que existe. Conheço vários. Mas também é verdade que existem mulheres que fazem desses “cabrões” uns meninos de coro. Conheço várias.

Porque é que é sempre o homem que tem outra? Porque é que não é a mulher que tem outra?

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