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Com quem devem permanecer os filhos? por Jorge Santos

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Nos últimos anos em Portugal, em cada 100 casamentos 30 dão em divórcio. Certamente um número bastante elevado comparado com o de há 30 anos atrás. Mas, como se costuma dizer mudam-se os tempos mudam-se as vontades, e cada um deve estar onde se sente bem. O problema é o transtorno e o constrangimento que isto acarreta quando um casal decide separar-se, ainda mais quando há filhos.

Por mais que se tente salvaguardar o bem-estar das crianças, acabam sempre por ser as principais vítimas. É uma situação incontornável, tendo em conta que a” não separação” pode ser ainda pior. Mas quando tal acontece com quem devem permanecer? Faço esta pergunta porque cada vez mais se fala em guarda partilhada, se é benéfico ou não os progenitores decidirem ou lutarem por ela.

Normalmente um dos progenitores não aceita a separação e fica com a guarda dos filhos, e é possível que inicie um processo de afastamento com o ex-cônjuge, o que pode trazer sérios prejuízos para o desenvolvimento infantil da criança; desde a agressividade, depressão, ansiedade, uso de mentiras para se comunicar, rejeitar o progenitor com quem não vive, e até mesmo incorporar falas e maneiras do progenitor com quem vive como que se fossem próprias. Quando isto acontece, tende ser a vontade do outro progenitor em separá-los, até mesmo quando o outro já desistiu de lutar pela guarda para não gerar mais sofrimento.

O cônjuge que tem a guarda, além de impedir o contacto entre o filho e o ex-cônjuge, manipula a criança com o intuito de destruir o vínculo existente entre ambos. Então quando a separação é conflituosa, as consequências são duríssimas para as crianças. No entanto, porque não a guarda ser partilhada? Uma semana na casa da mãe e outra na casa do pai. Muitos pais optam pela residência partilhada, permitindo aos filhos dividir o tempo de  forma semelhante entre os progenitores. O mais importante é a criança sentir que tem uma família, que tem mãe e que tem pai, e isso só é possível garantindo uma relação de proximidade com ambos.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam e outras defendem, não é o fato da imagem que criamos das crianças andarem com a mochila às costas para trás e para a frente que se torna desestabilizador para elas, mas sim o incerto e a falta de previsibilidade nas suas rotinas. Por isso acho que após o divórcio devemos manter os hábitos e as rotinas familiares, de forma a que as crianças possam continuar a usufruir de todas as actividades e interacções que já faziam parte da sua vida.

Segundo alguns psicólogos, a residência alternada não só torna possível esta missão a par do convívio com os pais progenitores e família alargada, bem como constitui uma importante evolução no conceito da educação das crianças no pós-divórcio.

Jorge Santos

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