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Quem é que não tem tatuagens? por Jorge Santos

Quem é que não tem tatuagens?

Chegou a moda das tatuagens e elas estão por toda a parte, desde as estrelas de futebol e tv até aos nossos adolescentes, que as exibem orgulhosamente no ombro, no braço, na cintura, no tornozelo, no peito, no pescoço e certamente noutros sítios.

Não tenho nada a ver com o que cada um faz ou deixa de fazer ao seu corpo. Todos têm o direito de dar o destino que lhes agradar à sua própria aparência, mas em algumas situações fico preocupado porque também tenho filhas, e esta moda pode chegar até elas. É chocante ver lindas mulheres ou adolescentes que depois de encherem o corpo de tatuagens ficam horríveis, mais parecendo aberrações grotescas e repulsivas.

Há tatuagens que são colocadas em sítios discretos e em tamanhos reduzidos, que não fere a vista de quem olha nem desfigura quem as usa, e até dá um certo charme. Mas não deixa de ser uma tatuagem e um corpo marcado que vai envelhecer.

Nota-se que a moda da tatuagem está tão alastrada e enraizada, que até parece que é uma obrigatoriedade, como que se o não tatuado fosse um ser inferior ou anormal.

Tentei entender junto de alunos, amigos e colegas, qual o motivo que os levava a fazer isso ao corpo, e as respostas foram simples e objectivas: porque é fixe, porque está na moda ou porque sempre quis ter uma tatuagem.

Estas respostas assustaram-me e fizeram-me relembrar um episódio que se passou comigo e com as minhas filhas no metro de Paris, quando um senhor na casa dos 50 anos se sentou junto a nós, deixando-as assustadas pela aparência que apresentava com as tatuagens. Elas não paravam de o observar perguntando-me porque é que o senhor andou a riscar os braços e o pescoço. Ora, tentei acalmá-las e desvalorizar o impacto, mas o senhor apercebeu-se e dirigiu-se a mim dizendo que não havia importância, porque já estava habituado a ser observado pelo aspeto que apresentava, e que estava muito arrependido de o ter feito. E pediu-me que não deixasse que as minhas filhas se tatuassem um dia; pois no início é óptimo, mas mais tarde é horrível e irreversível, porque nos fartamos de ver tatuados e achamo-nos uns seres estranhos pelo facto de toda a gente nos olhar, principalmente quando ingressamos no mercado de trabalho, que se torna mais difícil de alcançar, mas quando acontece ficamos incomodados porque os colegas, chefes ou patrões estão sempre a olhar para nós.

Tatuarmo-nos é uma forma de auto-expressão que cria obstáculos na carreira profissional e até mesmo nos relacionamentos pessoais.

Depois disto imaginei a frustração e o arrependimento dele. Pois uma das imagens tatuadas no pescoço era um leão, da qual me deu muita pena, porque devido às rugas e ao envelhecimento da pele o bichinho ficou horrível, para não falar nas declarações de amor escritas que já nem se percebiam.

Acho que fixar na pele as paixões, os momentos ou até filiações, é inútil. As coisas passam e escapam-nos. E aquelas que realmente permanecem estão tão enraizadas dentro de nós que dispensam representações.

“As coisas essenciais não precisam ser tatuadas e as coisas que precisam ser tatuadas não são essenciais.” - Ivan Martins.

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