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5º Encontro Citroen 2 Cavalos

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Encontro assinalou 20 anos do fim da produção do 2 CV

 

A paixão pelo Citroen 2 CV reuniu este fim-de-semana, em Mangualde, cerca de 80 bicavalistas, entre os quais um casal espanhol que vê neste carro mais que uma paixão: «é mesmo um modo de vida». De Zamora (Espanha), Joaquin Blanco trouxe um exemplar de 1973, que já era do seu sogro e do qual é agora inseparável. «Costumamos, eu e a minha mulher, participar em todos os encontros deste género. É a primeira vez que estamos em Mangualde, mas já estivemos na Guarda, Aveiro e Braga», referiu.
O encontro, o 5º promovido pelo Clube 2CV de Mangualde, tem a particularidade de assinalar os 20 anos do fim da produção deste modelo da Citroën na fábrica de Mangualde.Corria o dia 27 de Julho de 1990, quando, pelas 16h30, saiu o último 2CV, ao som da Banda Filarmónica de Lobelhe do Mato.
Durante a manhã deste sábado, a mesma banda, que tem ainda elementos dessa altura, voltou a tocar enquanto saía uma réplica cinzenta clara e escura do último 2CV do mundo, produzido na fábrica de Mangualde.
O presidente do Clube 2CV de Mangualde, Vítor Cardoso, não tem dúvidas de que «esta terra vai ficar para sempre ligada de forma mítica a este carro».
«A ligação é hoje ainda maior com a rotunda 2CV recentemente inaugurada», considerou.
Uma opinião partilhada pelo presidente da Câmara de Mangualde, João Azevedo, que sustenta que o Citroen 2CV «é a grande marca deste concelho, que o diferencia de todos os outros».
Ao encontro de ontem vieram também bicavalistas desde o norte ao sul do país, como é o caso de Paulo Coutinho que demorou cerca de quatro horas a chegar de Braga a Mangualde.«Tenho um 2 CV há 14 anos, mas há 29 anos também tive outro. É mesmo uma paixão muito grande», sublinhou.
O bicavalista refere que se trata de «um carro algo barulhento, mas muito confortável e que não dá despesas».
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Produzidos 80 mil 
2 CV em Mangualde 
Da zona de Lisboa veio Fernando Neca que trouxe o antepenúltimo 2CV a ser produzido em Mangualde, precisamente no dia em que terminou a produção deste modelo. «Este carro que é propriedade do Clube 2 CV Dyan, mas eu sou um apaixonado e tenho seis 2 CV», contou.
Fernando Neca tem dois exemplares de 1984, um de 1967, um de 1980 e dois de 1990.
«Isto é muito mais que uma paixão, é mesmo um modo de vida», assegurou.
Ao volante de um 2 CV azul bebé, Laurinda Ribeiro conta que se apaixonou pelo 2 CV «há cerca de sete anos» e que de então para cá não perde nenhum encontro deste género.
Ao início da manhã, os cerca de 80 2CV concentraram-se à volta da rotunda com o mesmo nome, recentemente inaugurada à entrada de Mangualde, para uma foto de grupo.
Uma aeronave conduzida pelo presidente do Aeroclube de Viseu sobrevoou aquele espaço para fazer fotografias aéreas, para além do momento ter ainda sido registado fotograficamente do alto de uma auto-escada dos bombeiros voluntários locais.
Na Citroen de Mangualde, foi também descerrada uma placa comemorativa da produção do último 2 CV no mundo, naquela unidade fabril.
Elísio Oliveira, da Citroen de Mangualde, informou que, neste concelho, foram produzidos 80 mil 2 CV.
Desde a abertura da fábrica, em 1964, até ao primeiro semestre de 2010 foram produzidos 900 mil veículos.
Texto:DC

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